terça-feira, 16 de novembro de 2010

BC poderá reduzir taxa básica de juro a partir do ano que vem, afirma Mantega


Em entrevista após a reunião do G20, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o Banco Central terá espaço para reduzir a taxa básica de juro já ano que vem, uma vez que Dilma Rousseff reduzirá o ritmo de expansão dos gastos públicos.
Segundo Mantega, o novo governo reduzirá o endividamento líquido dos atuais 41% do PIB (Produto Interno Bruto) para cerca de 30% até 2014, em função da maior independência do País dos financiamentos públicos, hiato que será coberto pelo crescimento  econômico, aponta o ministro.


Sustentação
"Os subsídios vão ser reduzidos (...) vamos criar as condições para que o setor privado conceda empréstimos de longo prazo", enfatiza Mantega. Contudo, a tendência de alta da inflação recente pode significar um entrave para os planos do ministro.
Os juros futuros apontam que o mercado trabalha com a hipótese do BC até subir a Selic no início do próximo ano, a fim de conter a inflação, que superou a meta anual de 4,5% nos últimos dois meses.

Rombo no PanAmericano pode superar R$ 2,5 bi, segundo jornal


O buraco nas contas do banco PanAmericano (BPNM4) pode ser superior aos R$ 2,5 bilhões informados até agora, segundo informações apuradas pelo jornal Folha de São Paulo, não confirmadas pela instituição financeira.
O valor total do rombo no banco está dividido em R$ 2,1 bilhões com operações de crédito e R$ 400 milhões na área de cartões, entretanto, foram os próprios dirigentes da holding do apresentador Silvio Santos que passaram essa informação ao Banco Central. Assim, a realização de investigações e novas auditorias poderão revelar um montante maior a ser coberto.


Apesar de ter sido contata pela equipe da Infomoney, a assessoria de imprensa do banco não quis comentar as informações.

Intimação
Outra questão em destaque é a possibilidade de que o BC (Banco Central) intime até a próxima sexta-feira (19) os ex-diretores do banco, para que expliquem as inconsistências contábeis que geraram o referido rombo.

Surge mais uma polêmica com a reativação da Telebrás

 Na sexta-feira,a estatal ressuscitada Telebrás assinou seu primeiro contrato de compra de equipamentos. A fabricante brasileira Padtec receberá R$ 17,5 milhões para fornecer os aparelhos para 73 pontos de presença no Anel Sudeste de sua rede óptica e 46 no Anel Sudeste. Com isso, a empresa conseguirá "iluminar" suas fibras e começará a prestar serviços. Os equipamentos serão entregues em um prazo de três e seis semanas.
A volta da Telebrás foi cercada de polêmica e, no caso de suas compras, não seria diferente. Em 29 de outubro, a Padtec venceu um pregão eletrônico de aparelhos com tecnologia DWDM (sigla de Dense Wavelength Division Multiplexing) com benefício da Medida Provisória 495, que dá preferência a produtos desenvolvidos e fabricados no Brasil nas compras do governo.
Jorge Salomão, presidente da Padtec, destacou que a companhia não foi beneficiada pela regra que permitia contratar os produtos brasileiros com preços até 25% maiores. "Isso demonstra a capacidade da engenharia brasileira de gerar produtos competitivos", disse o executivo.
Sediada em Campinas, a Padtec surgiu de um grupo de pesquisadores do CPqD, centro de pesquisas que pertenceu à Telebrás. Seus principais acionistas são o próprio CPqD e a Ideiasnet, holding de tecnologia do empresário Eike Batista. "A Padtec é líder em comunicações ópticas no Brasil",afirmou Hélio Graciosa, presidente do CPqD."Este será um ano bom independentemente da compra da Telebrás."
No pregão eletrônico de outubro, a Padtec havia apresentado um preço superior aos dos concorrentes, que eram as chinesas Huawei e a ZTE e a sueca Ericsson.
Por não atenderem à MP 495, os concorrentes foram desclassificados, sem conseguir comprovar desenvolvimento e fabricação local.
A Padtec,por outro lado,reduziu seu preço, que era de R$ 68,9 milhões, para R$ 63 milhões, abaixo da menor proposta, de R$ 63,1 milhões, que havia sido da ZTE.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.             

ADRs da Vale estão prontas para subir--Barron's

NOVA YORK (Reuters) - As ações da Vale estão subestimadas e poderiam ter uma alta substancial considerando a forte demanda da China por minério de ferro, afirmou a publicação Barron's em sua edição mais recente.
Levando-se em conta os ganhos estimados para este ano, as ações da Vale estão sendo negociadas abaixo dos papéis da rival australiana BHP e poderiam ter um impulso.
A avaliação considera que 40 por cento da receita da Vale em 2009 veio de vendas para a China, afirmou a publicação financeira semanal.
As ADRs da Vale fecharam na sexta-feira a 32,37 dólares na bolsa de Nova York.
Elas poderiam subir para cerca de 40 dólares.
De acordo com o CEO da Axion Capital Management, Joel Smolen, citado pela Barron's, as ADRs poderiam subir para 44 dólares no próximo ano, se a China permitir que sua moeda se aprecie.
A China é o maior importador global de minério de ferro.

Decisão judicial no Chile pode barrar projeto de Eike Batista

SANTIAGO (Reuters) - Uma decisão da Corte Suprema do Chile na segunda-feira sobre o uso do solo para uma planta termelétrica pode adiar ou até barrar a aprovação do projeto Castilla, de 4,4 bilhões de dólares, planejado pelo bilionário Eike Batista, disseram analistas do setor.
A corte aceitou uma determinação de uma corte de apelações na cidade de Copiapo, ao norte do país, que classificava como ilegal a mudança na qualificação do solo do projeto Castilla de "contaminante" para "incômodo" por uma autoridade local de saúde.
A classificação do solo é chave para que uma comissão regional de meio ambiente decida se permitirá ou não a construção do projeto.
Um advogado que representa um grupo de moradores próximo ao local, e que se opõe ao projeto, disse que a decisão do tribunal iria barrar a construção da planta numa região considerada ambientalmente sensível.
Mas a MPX de Eike Batista disse num comunicado que a decisão não bloqueou a aprovação do projeto. A MPX indicou que espera que a autoridade local da área de saúde classifique novamente a qualidade do solo de acordo com a decisão da corte.
Em comunicado, a MPX diz que reitera sua convicção de que o projeto Castilla cumpre com as normativas ambientais e padrões internacionais.
Em agosto, o presidente Sebastian Pinera convenceu a francesa GDF Suez a mudar a localização de uma termelétrica orçada em 1,1 bilhão de dólares depois de temores da opinião pública de que o projeto pudesse colocar a vida de pinguins ameaçados de extinção em perigo. A mudança de local ameaça acabar com o projeto, que pode ter que esperar anos para obter uma outra licença ambiental, disseram especialistas.
Dois analistas de mercado em Santiago disseram que a decisão da Suprema Corte pode adiar ou mesmo colocar um fim ao projeto Castilla, que tem investimentos planejados de 4,4 bilhões de dólares durante o período de 15 anos.