segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Diretoria do Banco Panamericano vendeu quase R$ 1 milhão em ações do banco entre setembro e outubro

  A diretoria do Banco Panamericano vendeu quase R$ 1 milhão em ações do banco entre setembro e outubro, período em que o Banco Central (BC) já investigava um rombo bilionário na instituição. As informações constam de documentos enviados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O caso só veio à tona em 9 de novembro.
Todas as oscilações estão sendo investigadas pela autarquia, que apura irregularidades no caso, incluindo o uso de informação privilegiada por parte de investidores, o que é crime contra o mercado de capitais. Em setembro, os diretores venderam o equivalente a R$ 241 mil e, em outubro, R$ 725,9 mil.
O Banco Central pediu explicações ao Panamericano em 8 de setembro. Em 14 do mesmo mês, recebeu correspondência da instituição do Grupo Silvio Santos solicitando prazo adicional para prestar esclarecimentos. No dia 22 de setembro, houve reconhecimento formal sobre as divergências contábeis.

As ações preferenciais do Panamericano também registraram um pico de vendas no dia 17 de setembro - depois de o BC ter pedido os esclarecimentos ao banco. No dia 17 de setembro, foram negociados R$ 20,6 milhões do papel, valor muito acima da média do mês e do ano.
Em todo o mês de setembro, com exceção do dia 17, o máximo transacionado foi de R$ 3,32 milhões (27/9). A ação só ultrapassou neste ano os R$ 10 milhões de volume negociado em casos isolados. O histórico mostra que, em grande parte das vezes, o volume ficou abaixo de R$ 1 milhão/dia.
A BES Securities foi responsável pela maior parte do volume de negócios do dia 17, uma sexta-feira, com R$ 17,6 milhões vendidos. Logo depois vem a corretora Gradual, com R$ 1,5 milhão em vendas. O papel fechou em queda de 1,09% no dia, cotado a R$ 8,10. Ontem, o papel fechou a R$ 4,75.
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou nesta semana que já tinha informações sobre um problema no sistema financeiro desde julho. Mas, segundo ele, o BC demorou para, num cruzamento de dados, descobrir que o rombo de R$ 2,5 bilhões estava concentrado num só banco, o Panamericano, do empresário Silvio Santos.
De julho até 17 de setembro, o volume transacionado com o papel preferencial da instituição não ultrapassou a casa dos R$ 6 milhões por dia. Houve novo pico de negociação a partir de 4 de novembro, cinco dias antes de o caso vir à tona. Naquele dia, foram transacionados R$ 19,2 milhões. No dia 9, houve outro repique, desta vês de R$ 48,7 milhões, embora o fato relevante sobre o caso tenha sido divulgado depois do fechamento do mercado.
 As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Dilma convida Tombini para comandar BC

A presidente eleita Dilma Rousseff convidou nesta terça-feira o diretor de Normas do Banco Central, Alexandre Tombini, para substituir Henrique Meirelles no comando do BC, segundo notícia do site do jornal Folha de S.Paulo.
Ainda segundo o site, que não citou fontes na reportagem, Dilma já chamou Miriam Belchior para ocupar o cargo de ministra do Planejamento, no lugar de Paulo Bernardo.
Com Guido Mantega, que continuará como ministro da Fazenda, as escolhas completam o trio que formará o Conselho Monetário Nacional (CMN) no governo Dilma. Mantega foi convidado e aceitou continuar à frente da Fazenda na semana passada.
Mas nenhum anúncio oficial foi feito até agora. Nesta tarde, Helena Chagas, assessora de imprensa da presidente eleita, disse que os nomes devem ser formalizados até quinta-feira. Ainda segundo a assessora, Dilma deveria se reunir com Meirelles entre esta terça e quarta-feira.
A escolha de Tombini representa uma solução caseira para o comando do BC e era o nome mais mencionado na imprensa nos últimos dias, a partir do momento que ficou claro que Meirelles não continuaria no cargo.
Tombini, que é bem-visto pelo mercado, já fora cotado meses atrás, quando o presidente do BC chegou a pensar em deixar o banco para disputar as eleições de outubro.
A ansiedade entre os investidores cresceu desde que fontes confirmaram a manutenção de Mantega, considerado menos rigoroso com os gastos públicos, à frente da Fazenda. Parte do mercado gostaria de ter um contrapeso a Mantega no comando da autoridade monetária, que poderia continuar sendo o próprio Meirelles.  

Tesouro paga mais pela NTN-B

A elevação dos juros que marcou esta manhã foi estendida ao leilão tradicional de títulos federais indexados ao IPCA - as Notas do Tesouro Nacional da série B (NTN-B). As taxas de retorno desses papéis, que havia rompido o suporte de 6% ao ano ou da meta atuarial dos fundos de pensão, voltaram a superar 6% ao ano.
O Tesouro colocou à venda 1,25 milhão de títulos de seis vencimentos diferentes e vendeu 841 mil unidades ou cerca de 67% da oferta. Esse montante corresponde a R$ 1,669 bilhão.
A NTN-B com vencimento em agosto de 2014 foi vendida por taxa média de 6,1905% ao ano acima da inflação; o vencimento agosto de 2016, a 6,1324% ao ano; o vencimento agosto de 2020 saiu a 6,0324%; o lote agosto de 2030, a 6,0349%; agosto de 2040, a 5,9571%; e, agosto de 2050, a 5,8957% ao ano.
A liquidação financeira do leilão ocorre amanhã cedo.
(Angela Bittencourt | Valor)

-------

Os investidores que não gostam de se expor tanto ao risco devem ficar atentos a fundos que envolvam as NTN-B o Banco do Brasil possui um fundo de renda fixa baseado em NTN-B e que tem dado rendimentos superiores a 1.4% ao mês.


Enjoy 
  Ductor

Fed piora estimativas para PIB dos EUA em 2010 e 2011

O Federal Reserve (Fed, banco central americano) piorou consideravelmente suas estimativas para a variação do Produto Interno Bruto (PIB) real dos EUA neste ano e no próximo. Agora, a autoridade monetária estima uma expansão entre 2,4% e 2,5% em 2010, abaixo da previsão feita em junho, que era de uma variação entre 3% e 3,5%.
Para o ano que vem, a faixa central da estimativa de crescimento econômico vai de 3% a 3,6%, também pior do que a projetada em junho, entre 3,5% e 4,2%. Apesar da piora nas projeções, a autoridade monetária manteve a expectativa de expansão econômica no longo prazo entre 2,5% e 2,8% .
O cálculo dessa estimativa central leva em conta as previsões dos diretores do Fed e dos presidentes das suas unidades regionais, descontando as três mais altas e as três mais baixas. Para 2012, a banda é de 3,6% a 4,5% - com piso ligeiramente superior ao previsto em junho, que era de 3,5%. Para 2013, a primeira previsão do grupo é de crescimento econômico entre 3,5% e 4,6%.
Segundo o Fed, os dados mostram que a atividade econômica no primeiro semestre ficou abaixo do esperado e isso influenciou a piora nas expectativas quanto aos indicadores. Os diretores lembram de fatores que devem continuar a conter a recuperação, tais como a debilidade do mercado imobiliário - comercial e residencial - a necessidade de controle de gastos por parte de governos regionais, o acesso ao crédito ainda apertado e a cautela dos consumidores em comprar e dos empresários em contratar.
Os dirigentes da autoridade monetária também elevaram a expectativa para a taxa de desemprego. Em 2010, a faixa central agora está em 9,5% a 9,7%. Em junho, o Fed projetava taxa de desemprego entre 9,2% e 9,5%. Para 2011, a faixa central vai de 8,9% a 9,1%, também acima da banda de 8,3% a 8,7% calculada em junho. O pessimismo se estende até 2012, quando o desemprego deve se situar entre 7,7% e 8,2% da população economicamente ativa dos EUA (em junho, a a faixa ia de 7,1% a 7,5%). Na primeira projeção para 2013, os diretores esperam desemprego entre 6,9% e 7,4%, enquanto a taxa de longo prazo é estimada em uma banda de 5% a 6%.
Subiram ainda as estimativas da inflação medida pelo PCE (índice de preços dos gastos com consumo dos norte-americanos). Em 2010, o núcleo do indicador, que desconta preços de alimentos e energia, deve variar de 1% a 1,1%, ligeiramente acima da faixa de 0,8% a 1% da previsão anterior. O indicador geral, por sua vez, deve se situar entre 1,2% e 1,4% neste ano, contra projeção anterior de 1% a 1,1%.
O núcleo da inflação medida pelo PCE deve ficar em uma faixa de 0,9% a 1,6% em 2011 (anterior: 0,9% a 1,3%), de 1% a 1,6% em 2012 e de 1,1% a 2% em 2013. O PCE geral deve variar entre 1,1% e 1,7% no ano que vem, entre 1,1% e 1,8% no ano seguinte, e 1,2% e 2% em 2013.
(Paula Cleto | Valor)

Controladores da Amil vendem 2,9% do capital para elevar free float

Os controladores da Amil Participações venderam fatia de 2,9% do capital em um leilão realizado hoje na BMFBovespa, informa a companhia.
A operação teve como finalidade aumentar o número de ações em circulação no mercado, devido à forte demanda pelo papel ocorrida nas últimas semanas com a inclusão da empresa no índice MSCI Brazil Standard.
Com isso, o percentual de ações em circulação (free float) passou de 27,7% para 30,6%. Após a oferta, os acionistas controladores continuam com uma participação de 66,8% do capital da Amilpar.
(Téo Takar | Valor)