quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Ações da Usiminas avançam, entre elevação de recomendação e resultados


Com suas ações preferenciais e ordinárias em alta de 2,49% e 1,70%, nessa ordem, a Usiminas (USIM3, USIM5) é o destaque de alta do pregão desta quinta-feira (28).
A empresa divulgou o seu resultado do terceiro trimestre de 2010, que apontou  lucro líquido de R$ 495 milhões, ante um lucro de R$ 433 milhões auferidos no mesmo período de 2009, alta de 14%. Além disso, a receita líquida e o Ebitda (geração operacional de caixa) da companhia também apresentaram melhora em seu desempenho na comparação anual. O primeiro totalizou R$ 3,241 bilhões, alta de 13% na comparação anual. Já o segundo apresentou avanço de 76%, passando de R$ 417 milhões para R$ 735 milhões.


Elevação da recomendação
Os resultados não são a única novidade em relação a empresa nesta sessão. A Itaú Corretora elevou sua recomendação aos papéis preferenciais para outperform – performance acima da média do mercado. Segundo os analistas Marcos Assumpção e Alexandre Miguel, que assinam o relatório, o valor justo da ação para o fim de 2011 é de R$ 30,00, upside (potencial teórico de valorização) de 49,55% em relação ao último fechamento.
O principal motivo para a mudança de recomendação é a crescente possibilidade de elevação da tarifa de importação de aço, de 12% para 18%, além da implementação de novas medidas exigidas pelo setor. Isso, segundo os analistas, melhora as perspectivas da empresa, já que os maiores volumes resultantes diluiriam os custos fixos. Além disso, o mix de produtos poderia melhorar em meio a uma menor competição dos produtos importados, o que também poderia diminuir os descontos de preço concedidos pelo setor.
Os analistas também baseiam a elevação na posição atual "underweight" dos investidores no setor de aço brasileiro, que parecem estar esperando um momento mais oportuno para voltar a ter exposição, e o valuation relativamente atrativo da empresa. Os riscos, por sua vez, ficam com uma ausência de aumento da tarifa e uma deterioração dos preços de aço globais.

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